Construção de Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfegoAmou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o públicoAmou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Os meus óculos de sol!

Já não era sem tempo de ter direito a usar uns óculos de sol à maneira... 
Vivam as lentes de contacto!
Vivam a praia e os banhos de mar!
E já agora viva a selecção LOL!
Salteado de bróculos e couve-flor com molho de gengibre e limão
Baseei-me numa receita que encontrei na net e modifiquei-a...
Salteado de brócolos e couve-flor com molho de gengibre e limão
Ingredientes
Azeite
1 chávena de cebola cortada em cubinhos
1 alho picado
1 chávena de água
3 chávenas de couve-flor cortada em bocados pequenos
3 chávenas de brócolos cortados em bocados pequenos
sal q.b.
molho de gengibre e limão (comprei no mercado asiático de Sacavém) - pode substituir-se por uma colher de sopa de gengibre descascado e picado + 1 colher de sopa de sumo de limão)Preparação
Aquece-se o azeite e adiciona-se o alho, a cebola, o sal e o molho de gengibre e limão em quantidade (pus quase meio frasco e não deu um sabor muito intenso). Quando a cebola alourar, adiciona-se a água e a couve-flor e deixa-se cozer durante 3 minutos. Adiciona-se os brócolos e deixa-se cozer durante mais 4 minutos e já está.
Servir com massa ou arroz (usei massa de arroze correu bem).
PS Obrigada à minha companheira nesta aventura culinária ![]()
E se um dia acordar e verificar que é um mau da fita? Não é novela, é a vida real...
Todos temos razões para sermos como somos. Todos nós somos responsáveis pelo resultado das nossas acções.
Não é por outrém nos ter feito mal, que o mal que fazemos fica justificado. Ou que pode ser esquecido.
Acção - reacção. Karma.
E é assim que um dia o mau da fita aparece à nossa frente no espelho... sem se anunciar...
Não sinto culpa. Alguma vergonha, muita tristeza. Não poderia ter sido de outro modo (?). O passado está fechado, apenas o que faço com o que estou aprender ao olhá-lo com outros olhos conta.
Posso olhar o presente concentrada na dor da perda, ou escolher antes ver todas as coisas que (apesar do mal que causei) me foram dadas com imenso amor. E pegar nessas coisas e construir uma vida bonita para mim e para os que estiverem comigo.
Acho que já escolhi. Por isso as lágrimas (quase) pararam...
Ainda sobre o lastro...
Na sequência do meu post sobre largar o lastro, venho agora relatar a minha experiência prática.
Comecei pelos livros: de todos os que estavam na estante consegui seleccionar 3 para vender. A este ritmo vou longe
... É certo que foi a minha primeira tentativa, mas o que verifiquei é que o principal obstáculo a largar o lastro é mesmo o apego emocional que tenho aos objectos. No caso dos livros, se gostei de os ler tenho imensa dificuldade em desfazer-me deles... Quando leio livros emprestados e gosto não tenho a mesma dificuldade, é curioso...
No caso dos livros (e CDs) se calhar vou fazer uma lista e divulgar aos amigos e colegas. Mesmo que voltem à base, pelo menos sempre foram úteis a mais alguém...
Bem, vou continuar a escolher lastro, de várias categorias, para atirar borda fora. Calculo que iterativamente será mais fácil do que largar tudo de uma só vez.
PS Já agora, estou a usar o Leilões.net. Funciona como o Miau funcionava no início: apenas se pagam os destaques e uma comissão caso o negócio vá para a frente.


